Hugo Dionísio
Apenas quando os povos europeus identificarem o seu real inimigo e o perceberem como uma ameaça séria, real e vital, será possível colocar um fim a esta loucura.
Escreva para nós: infostrategic-culture.su
Há algo de profundamente paradoxal no estado atual das democracias ocidentais. Por um lado, os líderes da União Europeia, da NATO e dos Estados Unidos propagam, com insistência quase obsessiva, narrativas de ameaça existencial: a Rússia como império expansionista prestes a invadir o território da Aliança Atlântica; a Europa como vulnerável e despreparada, com urgência instada a multiplicar os seus gastos militares; o conflito na Ucrânia como prelúdio de uma confrontação mais vasta; e ainda o terrorismo, esse ente sempre presente que nos acorda constantemente, mais para enviarmos os nossos recursos para o além mar, para que não nos venha chatear mais tarde.