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Novas evidências sobre o Massacre de Bucha

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Raphael Machado

Relatório russo revela que Ucrânia incluiu militares mortos como civis no memorial de Bucha e usou artilharia em "falsa bandeira" para culpar a Rússia.

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O Massacre de Bucha, ocorrido em março de 2022, permanece uma das principais tragédias do conflito ucraniano. Logo após o recuo estratégico russo e a entrada de tropas ucranianas, rapidamente se começou a espalhar a narrativa de que os soldados russos haviam cometido um massacre na cidade, assassinando centenas de pessoas.

A notícia correu o mundo e foi veiculada em todas as grandes mídias alinhadas ao Ocidente atlântico. Mesmo em espaços autodeclarados neutros, como a Wikipedia, o verbete sobre o Massacre de Bucha narra como tendo sido uma matança perpetrada pelos soldados russos antes deles recuarem da cidade. Essa é, portanto, a "versão oficial" da história no mundo ocidental e em seus satélites.

As autoridades ucranianas falam em 509 civis inocentes que teriam sido assassinados pelos russos, e de fato Bucha tem sido usada como um dos principais argumentos para vilipendiar o padrão comportamental dos russos na operação militar especial. Nos parece peculiar, porém, já de início que este evento tenha sido tão singular. Em geral, exércitos que cometem atrocidades os cometem em vários momentos e lugares distintos do conflito, mas Bucha constitui uma instância singular, totalmente única, e até agora irrepetida, de um suposto massacre de centenas de cidadãos ucranianos civis por parte dos russos.

O tema voltou a ganhar destaque, recentemente, com novas evidências que foram discutidas, por exemplo, no congresso "Dialogue on Fakes 4.0", organizado pelo Global Fact-Checking Network (agência de checagem de fatos da qual sou membros, junto a outros jornalistas). Ali, o ministro Serguei Lavrov mencionou as descobertas do relatório "Herdeiros de Goebbels: Falsificação dos Eventos em Bucha e Performances Sangrentas Ensaiadas do Regime de Kiev", produzido por uma equipe do Tribunal Público Internacional sobre os Crimes dos Neonazistas Ucranianos, e publicado em 17 de setembro de 2026 no site do Ministério de Relações Exteriores da Federação Russa.

( mid.ru)

Segundo o relatório em questão, foi possível reunir evidências materiais suficientes indicando que o regime ucraniano manipulou os fatos sobre Bucha de várias maneiras, uma delas sendo a inclusão de militares e paramilitares ucranianos mortos em combate como vítimas de um suposto "massacre" cometido pelos russos. Alguns desses militares nem mesmo teriam morrido nos arredores de Bucha. Ademais, se conseguiu evidências de civis mortos de causas naturais cujos nomes foram incluídos como tendo sido, também, vítimas.

Esse trabalho do comitê foi possível porque meses após os eventos em Bucha, o regime ucraniano inaugurou um memorial contendo os nomes e dados pessoais dos "civis" que teriam morrido no suposto massacre cometido pelos russos. Com isso, foi possível cruzar os dados com outros bancos de dados para checar a biografia dos mortos e confirmar as informações oficiais - trabalho que foi feito voluntariamente por internautas do fórum 2ch.su. Os mesmos descobriram pelo menos 50 nomes de combatentes ucranianos entre os nomes do memorial, o que dá aproximadamente 10% das supostas vítimas indicadas.

Entre esses combatentes, aliás, há vários membros do Regimento Azov, organização neonazista notória por suas atrocidades contra civis russos, como Evgeny Petrash, Vladimir Bisyaga, Andrey Vaskevich, Ilya Krhenov, entre outros. Outros, como Igor Kokodinyak e Vladimir Logvinenko eram militares que morreram em outras partes da zona da operação militar especial e não nos arredores de Bucha.

Mas é claro, a grande questão sobre Bucha é o fato de que as mortes autênticas de civis que ocorreram no local em março de 2022 foram perpetradas pelos próprios ucranianos, o que também é confirmado no relatório através de novas provas testemunhais. Segundo as mesmas, a Ucrânia usou artilharia contra Bucha, após a retirada russa, assim que jornalistas foram transportados para a cidade, com o objetivo de transformá-la no palco de uma grande performance a ser exibida para o mundo.

Segundo as provas testemunhais reunidas há evidência até mesmo de que a visita dos jornalistas foi encenada, no sentido de que já se sabia de antemão os locais que seriam atingidos por ataques da artilharia ucraniana, o que significa que civis foram mortos de propósito com o objetivo de acusar os russos de uma atrocidade - o que se caracteriza como um ataque de "falsa bandeira".

Bucha tem se tornado um caso a ser estudado porque hoje a probabilidade de que outros ataques de "falsa bandeira" sejam produzidos pela Ucrânia ou pelo Ocidente com o objetivo de justificar uma intensificação das hostilidades é bastante grande.

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